quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Interlagos chega ao 30º GP com glorias e decepções

Interlagos chega ao 30º GP oficial na F1 com momentos de glórias e decepções

Títulos, acidentes e vitórias épicas marcam trajetória do circuito paulistano na categoria. Relembre

iG São Paulo - Maurício Targino |
O Grande Prêmio do Brasil de 2012, que será realizado no próximo domingo (25), vai entrar para a história. Primeiro porque, quando a largada for dada, os pilotos darão início à 30ª prova oficial da Fórmula 1 no circuito de Interlagos . Além disso, a corrida marcará a despedida de Michael Schumacher da categoria e consagrará o tricampeão mais jovem da história, seja Sebastian Vettel ou Fernando Alonso.

Leia também: Volta virtual no Circuito de Interlagos. Assista 
Nas 29 edições anteriores, Interlagos foi palco de títulos , acidentes, surpresas e grandes atuações. Relembre a história do circuito paulistano em 10 momentos marcantes.
Vitória Brasileira na Estreia
Domingo, 11 de fevereiro de 1973. Desde o início da manhã, os torcedores lotavam as arquibancadas do circuito de Interlagos para o primeiro GP do Brasil na história da Fórmula 1 válido pelo campeonato – no ano anterior, o país havia sediado uma prova da categoria, mas que não valia pontos. Para coroar a festa dos brasileiros, Emerson Fittipaldi, que tinha largado da segunda posição, ultrapassou o pole Ronnie Peterson ainda na primeira volta e garantiu a vitória.
Dobradinha Verde e Amarela
Emerson Fittipaldi buscava o terceiro triunfo consecutivo em casa, mas a tarde de 26 de janeiro de 1975 era de outro brasileiro. José Carlos Pace largou em sexto e cruzou a linha de chegada pouco mais de cinco segundos à frente de Fittipaldi, que foi o segundo. Foi a única dobradinha brasileira no circuito e a única vitória de Pace na Fórmula 1. Mais tarde, seu nome batizaria o autódromo paulistano.
Primeira Vitória de Senna é Adiada por Retardatário
Disputado em Jacarepaguá entre os anos de 1981 e 1989, o GP do Brasil voltou a Interlagos em 1990. As expectativas da torcida brasileira eram as melhores: Ayrton Senna havia vencido a prova anterior (abertura da temporada, nos EUA) e largou da pole position. Mas um toque na tentativa de colocar uma volta de vantagem sobre o japonês Satoru Nakajima fez com que o brasileiro perdesse o bico do carro. A parada extra nos boxes custou a liderança e Senna terminou em terceiro.
José Carlos Pace, piloto que hoje dá nome ao circuito de Interlagos, conquistou no circuito paulista sua única vitória na carreira, em 1975. Foto: Reprodução
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Maior das Vitórias
Em seu oitavo ano na Fórmula 1, Ayrton Senna já somava dois títulos mundiais e 27 vitórias. No entanto, chegar ao alto do pódio no Brasil ainda era um sonho. A espera acabou com chuva e muito drama em 1991: nas últimas voltas, o câmbio da McLaren falhou e o brasileiro terminou a corrida apenas com a sexta marcha. Na hora de levantar o troféu, uma cena que ficou marcada na história da F1: sem força nos braços, Senna levantou a taça com muita dificuldade e emocionou os torcedores que acompanhavam a comemoração tanto no circuito quanto pela TV.
Invasão da Torcida
Dois anos depois da primeira vitória de Senna em Interlagos, o cenário da F1 havia mudado: a Williams dava as cartas e a McLaren já não era a mesma. Mas o carro inferior não impediu o brasileiro de fazer história em 1993. Com uma estratégia inteligente, Senna colocou pneus de chuva antes dos concorrentes, viu Alain Prost abandonar a prova, ultrapassou Damon Hill e alcançou à reta final de Interlagos na primeira posição, para conquistar seu segundo triunfo no circuito. Em uma cena sem precedentes, torcedores entraram na pista, arrancaram o brasileiro do cockpit e o carregaram nos braços.
Acidentes em Série
Ralph Firman, Olivier Panis, Antônio Pizzonia, Juan Pablo Montoya, Michael Schumacher, Jenson Button, Mark Webber... a lista de pilotos envolvidos em batidas no GP do Brasil de 2003 foi completada por uma vítima quase fatal: Fernando Alonso. O espanhol bateu em um dos pneus da despedaçada Jaguar de Webber e, sem controle, chocou-se contra a proteção de pneus antes de arrebentar-se no muro da Curva do Café. Foi o acidente mais perigoso da carreira do espanhol.
Vencedor Inesperado
Também em 2003, a prova em Interlagos contou com um vitorioso pra lá de surpreendente: Giancarlo Fisichella. Em 14 temporadas na categoria, o italiano venceu apenas três vezes. E a primeira delas foi justamente no Brasil, pela Jordan, em um dos GP's mais tumultuados da história, marcado por chuva, atraso na largada, acidentes, entradas do Safety Car e um final polêmico. Fisichella cruzou a linha de chegada em primeiro, mas a vitória a princípio foi dada a Kimi Raikkonen, por conta de uma interrupção que fez valer as posições da volta anterior. Somente após a prova os dirigentes se reuniram e deram a vitória ao italiano.
Despedida em Grande Estilo
A missão de Michael Schumacher no GP do Brasil de 2006 não era fácil: para conquistar seu oitavo título na F1, seria preciso vencer em Interlagos e torcer para que Fernando Alonso não pontuasse. Largar na 10ª posição não ajudava a vislumbrar melhores horizontes. Cair para 18º, último lugar entre os carros na pista na 11ª volta, ajudava ainda menos. No entanto, o alemão fez uma fantástica corrida de recuperação, cravou a melhor volta e terminou em quarto lugar, a menos de cinco segundos do pódio. O título, no entanto, ficou com o espanhol da Renault.
Campeão na Última Volta
A vitória ainda valia 10 pontos e a última prova da temporada de 2007 trazia Lewis Hamilton na liderança com quatro de vantagem sobre Fernando Alonso e sete sobre Kimi Raikkonen. Um segundo lugar garantiria o título ao inglês, que fazia uma surpreendente temporada de estreia. Uma falha no câmbio lhe trouxe problemas, fazendo o cruzar em sétimo. Alonso, em segundo, alcançou os 109 pontos de Hamilton. Mas quem venceu o GP do Brasil foi Raikkonen e, por um ponto, levou o título.
Ganhou, mas Não Levou
Em 2008, depois de quase duas décadas, um piloto brasileiro chegou à última corrida com chances concretas de ser campeão. E Felipe Massa fez tudo certo: cravou a pole, venceu a corrida (repetindo a colocação de dois anos antes) e até chegou a comemorar o título. Mas uma ultrapassagem de Lewis Hamilton sobre Timo Glock na última volta, depois que o brasileiro cruzou a linha de chegada, deu ao inglês o quinto lugar que precisava para conquistar o título por um ponto.

Confira a programação completa do fim de semana da Fórmula 1 no Brasil:
Sexta-feira, 23 de novembro
1º treino livre: 10h
2º treino livre: 14h
Sábado, 24 de novembro
3º treino livre: 11h
Classificatório: 14h
Domingo, 25 de novembro
Grande Prêmio do Brasil: 14h

Cessar-fogo em Gaza

Palestinos de Gaza celebram cessar-fogo; novos foguetes atingem Israel

'Apenas espero que eles se comprometam com a paz', disse morador de território; acordo foi anunciado no Cairo pela americana Hillary e por chanceler egípcio

iG São Paulo | - Atualizada às


Moradores da Faixa de Faza saíram de suas casas para celebrar o acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o movimento islâmico Hamas após oito dias de violência que deixou 161 palestinos, incluindo dezenas de civis, e cinco israelenses mortos.
EUA e Egito:  Israel e Hamas chegam a acordo de cessar-fogo
AP
Palestinos da Faixa de Gaza celebram o cessar-fogo alcançado por Israel e Hamas
Íntegra do texto: Leia o acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas
Atiradores dispararam para o ar, e gritos de "Deus é Grande" ecoaram dos alto-falantes das mesquitas. Residentes se abraçaram e se beijaram em celebração, enquanto outros distribuíram doces e seguraram bandeiras do Hamas. "Apenas espero que eles se comprometam com a paz", disse Abdel-Nasser al-Tom, do norte do território palestino, que é controlado pelo Hamas desde 2007.
Israel o grupo militante prometeram pôr fim aos ataques aéreos e aos lançamentos de foguetes e discutir a suavização de um bloqueio israelense sobre Gaza. Mas foguetes continuaram a atingir o sul de Israel muito depois de o cessar-fogo entrar em vigor, disseram autoridades, e escolas na região planejam permanecer fechadas na quinta-feira como precaução à possíbilidade de projéteis continuarem sendo lançados.
O acordo foi alcançado pelo novo governo islâmico do Egito , solidificando seu papel como um líder num Oriente Médio em rápida mutação dois dias depois de um intenso esforço diplomático em que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, correu para a região .
Diplomacia: Obama envia Hillary ao Oriente Médio para conter crise em Gaza
O líder do Hamas, Khaled Meshaal, disse que o acordo incluía um item para abrir todos os postos de fronteira com a Faixa de Gaza, incluindo o importante posto de Rafah com o Egito. Mas os termos do acordo distribuídos pelo governo egípcio parecem ser vagos em relação a isso. "O documento possibilita a abertura dos cruzamentos", Meshaal insistiu.
Minutos antes de o acordo entrar em vigor às 21 horas locais (17h em Brasília), houve uma rajada de foguetes palestinos e ataques aéreos de Israel, incluindo um que matou um homem pouco antes de o pacto começar. Depois das 21 horas, os bombardeios israelenses cessaram, mas os lançamentos de foguete continuaram, com ao menos 12 atingindo Israel no período de uma hora desde o início da trégua, disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld.
Desde o início dos confrontos, em 14 de novembro, Israel lançou mais de 1,5 mil ataques aéreos contra alvos de Gaza, enquanto mais de 1,5 mil foguetes atingiram Israel.
Na Tailândia: Obama defende direito de defesa de Israel, mas alerta contra invasão terrestre
AP
Chanceler do Egito, Mohamed Kamel Amr, e secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, anunciam acordo de cessar-fogo para conflito em Gaza
Antes do cessar-fogo: Violência continua em Gaza e ônibus explode em Tel Aviv
O ministro de Relações Exteriores egípcio, Mohammed Kamel Amr, anunciou acordo, afirmando que "esforços (diplomáticos) resultaram em entendimentos para cessar o fogo, restaurar a calma e acabar com o derramamento de sangue dos últimos tempos".
Em Jerusalém, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou o acordo, dizendo que concordou com ele depois de consultas com Obama. "(Netanyahu) falou rapidamente com o presidente Barack Obama e concordou com sua recomendação de dar uma chance à proposta de cessar-fogo egípcia, e dessa forma fornece uma oportunidade para estabilizar a situação e acalmá-la antes que mais ações fortes sejam necessárias", disse em nota o governo israelense.
Netanyahu, porém, deixou aberta a possibilidade de uma invasão terrestre em Gaza em data futura. "Sei que há cidadãos que esperar uma operação militar mais ampla, e isso poderia ser necessário. Mas, neste momento, a coisa certa a fazer para o Estado de Israel é aproveitar essa oportunidade de alcançar um cessar-fogo duradouro."
A Casa Branca afirmou que Obama elogiou Netanyahu por aceitar o acordo. "O presidente expressou sua estima pelos esforços do primeiro-ministro em trabalhar com o novo governo egípcio para alcançar um cessar-fogo sustentável e uma solução mais duradoura para esse problema."
A presidência americana acrescentou que Obama reiterou seu compromisso com a segurança de Israel e também disse que ele está comprometido em buscar fundos para programas conjuntos de defesa de mísseis.
O anúncio do pacto foi feito no mesmo dia em que uma bomba explodiu em um ônibus na cidade israelense de Tel Aviv , deixando 21 feridos.
Veja fotos dos oitos dias de conflito:
Fumaça é vista após ataque aéreo israelense em Gaza (21/11). Foto: AP
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Esforços diplomáticos
O envio de Hillary ao Oriente Médio marcou o envolvimento mais forte dos EUA no conflito. Apesar de o governo americano ter apoiado o direito de defesa de Israel, o governo Obama alertou seu aliado contra engajar-se em uma invasão terrestre que aumentaria ainda mais a violência.
Nesta quarta, Hillary manteve encontros com Netanyahu, com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em Ramallah (Cisjordânia) e com autoridades no Cairo, onde os esforços para um acordo eram realizados havia dias.
*BBC, AP e Reuters

Quadrilha de Cachoeira 45 acusados

Odair Cunha acusa 45 de se envolverem com quadrilha de Cachoeira, mas pode mudar relatório

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Anderson Vieira
O relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), propôs o indiciamento de 34 pessoas. Entre elas, o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, a mulher de Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, e o jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja. Além dos indiciamentos, o relator pede a responsabilização criminal de outras 12 pessoas, que têm foro privilegiado. Entre estas, o governador de Goás, Marconi Perillo (PSDB), o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e o ex-senador Demóstenes Torres (GO). No texto, o relator também pede investigações sobre a atuação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, quanto à Operação Vegas da Polícia Federal.
O relatório, já apresentado aos parlamentares e a ser lido formalmente nesta quinta-feira (22), aponta indícios de que o governador Marconi Perillo, ao se envolver com Carlinhos Cachoeira - preso e acusado pela Polícia Federal de chefiar uma quadrilha que atuava com jogos ilícitos e desvio de dinheiro público -, cometeu os crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, advocacia administrativa, tráfico de influência, falso testemunho e lavagem de dinheiro.
Por ser governador, Perillo goza de prerrogativa de função, por isso o relator propôs o envio de cópia do relatório ao Ministério Público Federal e ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Alegando “falta de elementos que vinculem o governador do Distrito Federal a Cachoeira”, Odair Cunha poupou Agnelo Queiroz (PT), o que provocou protestos de parlamentares da oposição, sobretudo do PSDB, para os quais a CPI atendeu a interesses político-partidários.
O relator, por sua vez, admitiu haver a possibilidade de ainda fazer mudanças no texto.  O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), por exemplo criticou a inclusão do jornalista Policarpo Júnior. Já os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT), além do deputado Onyx Lorenzoni (PDT-RS), são contra o pedido de investigação do procurador-geral.
Parlamentares
Entre os parlamentares, o texto não poupa Leréia e Demóstenes. Mas quanto ao deputado Stepan Nercessian (sem partido-RJ), o relator afirma não ter visto comprovação de envolvimento dele com o grupo de Cachoeira. O mesmo foi dito a respeito do suplente de Demóstenes, senador Wilder Moraes (DEM-GO). “Não há elementos ou indícios para se imputar ao senador Wilder Pedro de Moraes a prática de crime ou ato de improbidade administrativa no contexto da organização criminosa”, disse Odair Cunha.
Sobre o deputado Sandes Júnior (PP-GO), o relatório pede para que o conteúdo produzido pela CPI seja encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no qual o parlamentar já responde a um processo.
Indiciamentos
Entre as 34 pessoas com pedido de indiciamento, além de Cavendish, e da atual mulher do bicheiro, Andressa Mendonça, está a ex-mulher de Carlinhos Cachoeira, Andréa Aprígio. O próprio Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira aparece na lista daqueles a serem indiciados. Complementarmente, a CPI pediu a prisão do bicheiro, solto na madrugada desta quarta-feira, após 265 dias na cadeia. Para Odair Cunha,  “solto e com patrimônio invejável”, Cachoeira poderia rapidamente retomar suas atividades criminosas.
Também não escaparam da relação para indiciamento os que foram convocados e se recusaram a falar na CPI. Entre eles, o ex-diretor regional da Delta Construções e responsável pelas atividades da empresa no Centro-Oeste, Cláudio Abreu. A Delta foi acusada de repassar quase R$ 100 milhões ao esquema de Cachoeira. Na lista de sugestões para indiciamento constam ainda o nome do ex-presidente do Departamento de Trânsito de Goiás (Detran-GO), Edvaldo Cardoso de Paula, acusado de favorecer o grupo criminoso; o ex-sargento da Aeronáutica que atuaria como "araponga" do grupo, Idalberto Matias de Araújo, o Dadá; além de Gleyb Ferreira da Cruz, suposto laranja, e José Olímpio de Queiroga Neto, apontado como gerente da organização.
Jornalistas
Para Odair Cunha, cinco jornalistas tiveram envolvimento com a quadrilha chefiada por Cachoeira. Quatro deles são de veículos da imprensa goiana. O quinto é Policarpo Júnior, da sucursal de Brasília da revista Veja, por formação de quadrilha.
- Ele (Policarpo) extrapolou o limite da relação entre fonte e jornalista – justificou Odair Cunha após reunião da CPI desta quarta-feira.
Procurador-geral
O relator propôs que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) investigue o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que está atuando no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Para o deputado, Gurgel suspendeu "sem justificativa" as investigações da Operação Vegas, da Polícia Federal, iniciada em 2009, que apontou os primeiros indícios de ligação do contraventor com parlamentares, como Demóstenes Torres.
- Estamos analisando a conduta específica da operação Vegas. Houve omissão do procurador em relação a esta ação policial. Se ele mostrar à CPI que fez alguma coisa, podemos analisar. Estamos sugerindo que essa conduta especifica dele seja apurada pelo CNPM – justificou o relator.
Propostas legislativas
No fim do relatório, Odair Cunha apresentou uma série de propostas legislativas, com a intenção de que futuramente se tornem lei. Os projetos tratam, entre outros temas, da criminalização de jogos de azar; da tipificação de organizações criminosas; do aumento de prazos prescricionais; da utilização de pessoas interpostas (laranjas), de alteração na lei de improbidade administrativa e da fiscalização de empresas de factoring.
Votação
Na CPI, já há um pedido de vista coletiva do relatório, que contém mais de 5 mil páginas, incluindo os anexos. Depois da leitura na manhã desta quinta-feira, abre-se prazo de cinco dias úteis para a análise e posterior votação do texto. A íntegra do relatório pode ser lida no site do Senado.
Agência Senado
Até o dia 5 de dezembro, os internautas podem acessar o portal e-Democracia e contribuir com sugestões para o plano de ação brasileiro na Parceria para Governo Aberto, movimento internacional que visa promover a transparência, a participação social e o fomento ao desenvolvimento de novas tecnologias para a ampla divulgação de informações governamentais.
Acesse o link http://edemocracia.camara.gov.br/web/acoes-ogp/inicio

Aprovada PEC das domesticas

Câmara aprova PEC das Domésticas em primeiro turno

Data de votação da PEC em segundo turno ainda não foi definida.
J.Batista
Sessão Deliberativa Extraordinária - aprovada em primeiro turno a PEC das Domésticas
Plenário aprovou proposta que concede 16 direitos às domésticas.
O Plenário aprovou nesta quarta-feira (21), em primeiro turno, por 359 votos a 2, a PEC das Domésticas (Proposta de Emenda à Constituição 478/10), que amplia os direitos trabalhistas de domésticas, babás, cozinheiras e outros trabalhadores em residências. A matéria ainda será votada pela Câmara em segundo turno, antes de ser encaminhada ao Senado.

O texto estende às domésticas 16 direitos já assegurados aos demais trabalhadores urbanos e rurais contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT):
  • proteção contra despedida sem justa causa;
  • seguro-desemprego;
  • Fundo de Garantia do Tempo de Serviço;
  • garantia de salário mínimo, quando a remuneração for variável;
  • adicional noturno;
  • proteção do salário, constituindo a sua retenção dolosa um crime;
  • salário-família;
  • jornada de trabalho de oito horas diárias e 44 horas semanais;
  • hora-extra;
  • redução dos riscos do trabalho;
  • creches e pré-escola para filhos e dependentes até 6 anos de idade;
  • reconhecimento dos acordos e convenções coletivas;
  • seguro contra acidente de trabalho;
  • proibição de discriminação de salário, de função e de critério de admissão;
  • proibição de discriminação em relação à pessoa com deficiência;
  • proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 16 anos.

A PEC prevê que uma regulamentação futura vai determinar as condições para o cumprimento desses direitos.
Alforria
Os parlamentares favoráveis à matéria destacaram que a ampliação de direitos aos trabalhadores domésticos simboliza uma segunda abolição no País, já que muitas domésticas são negras e suas famílias saíram da escravidão para o trabalho doméstico, como destacou a deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP). "É o início da alforria de trabalhadoras negras que saíram da escravidão para o trabalho doméstico", disse.
O deputado Amauri Teixeira (PT-BA) também usou a palavra alforria para se referir à PEC. "As domésticas vivem ainda em situação de semiescravidão, sem jornada mínima definida, sem hora extra, sem adicional noturno", disse. Segundo ele, a aprovação da proposta vai permitir a profissionalização da profissão, já que muitas domésticas abandonam o serviço por conta das condições de trabalho.
Custo
O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) criticou a proposta que, na sua avaliação, vai encarecer o custo das domésticas e desestimular os empregadores. "Pela PEC, eu vou ter de pagar creche para a babá do meu filho. A massa de trabalhadores do Brasil não tem como pagar isso", disse. Bolsonaro não registrou voto. Os únicos dois votos contrários à PEC foram dos deputados Roberto Balestra (PP-GO) e Zé Vieira (PR-MA).
O deputado Marcon (PT-RS) lamentou a fala do colega. "Chama atenção quando vem um parlamentar transparecer que filho de empregada doméstica não tem direito a creche", disse.
A relatora da proposta, deputada Benedita da Silva (PT-RJ), também rebateu a crítica. Segundo ela, os empregadores vão fazer a conta e vão perceber que pagarão mais caro se trocarem a sua trabalhadora doméstica por outro serviço.
Benedita disse ainda que a proposta vai forçar a legalização do mercado. “Um mercado legalizado oferece outras oportunidades. Se um empregador não quiser legalizar, elas vão para outro empregador legal, com direitos garantidos”, disse.
Para a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), o projeto faz justiça social. "É uma legislação inclusiva, que caminha para uma reparação histórica", disse.
O deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) afirmou que a proposta é uma "conquista civilizatória da sociedade brasileira". Já a deputada Carmen Zanotto (PPS-SC) disse que a proposta vai corrigir "um grande equívoco" da Constituição de 88.
O texto original da PEC é de autoria do deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT).
Entrada em vigor
Dos 16 direitos previstos, alguns poderão entrar em vigor de imediato após a promulgação da PEC, como a jornada de trabalho de 44 horas semanais, hora extra e proibição de trabalho de menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz com o mínimo de 14 anos.
Também terão aplicação imediata, se a PEC for promulgada, o direito a ter reconhecidas as convenções e acordos coletivos, a proibição de reter dolosamente o salário, além da proibição de diferença nos salários por motivo de sexo, idade ou cor.
Outros direitos, como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), seguro-desemprego, salário-família e seguro contra acidentes de trabalho, ainda precisariam de regulamentação.
*Matéria atualizada às 20h24.

Alunos especiais: como atende-los?

Atendimento a Alunos com Necessidades Educacionais Especiais

A expressão necessidades educacionais especiais pode ser utilizada para referir-se a crianças e jovens cujas necessidades decorrem de sua elevada capacidade ou de suas dificuldades para aprender. Está associada, portanto, a dificuldade de aprendizagem, não necessariamente vinculada a deficiência(s).

É uma forma de reconhecer que muitos alunos, sejam ou não portadores de deficiências ou de superdotação, apresentam necessidades educacionais que passam a ser especiais quando exigem respostas específicas adequadas.

Embora as necessidades especiais na escola sejam amplas e diversificadas, a atual Política Nacional de Educação Especial aponta para uma definição de prioridades no que se refere ao atendimento especializado a ser oferecido na escola para quem dele necessitar. Nessa perspectiva, define como aluno portador de necessidades especiais aquele que “... por apresentar necessidades próprias e diferentes dos demais alunos no domínio das aprendizagens curriculares correspondentes à sua idade, requer recursos pedagógicos e metodologias educacionais específicas”. A classificação desses alunos, para efeito de prioridade no atendimento educacional especializado (preferencialmente na rede regular de ensino), consta da referida Política e dá ênfase a:

portadores de deficiência mental, visual, auditiva, física e múltipla;
portadores de condutas típicas (problemas de conduta);
portadores de superdotação.

A Escola Dr. Alfredo José Balbi, em atendimento ao preconizado nos Parâmetros Curriculares Nacionais, destaca entre os seus objetivos:
    Atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais cuja meta principal é assegurar condições para o ingresso e a permanência deles através das seguintes ações a curto prazo:
a)      Flexibilização do processo ensino-aprendizagem de modo a atender às diferenças individuais;
b)      Adoção de currículos abertos e de propostas curriculares diversificadas para atender a todos e propiciar o progresso de cada um em função das possibilidades e diferenças individuais;
c)      Oferta de subsídios aos professores para a realização dessa tarefa, através de estudos de documentos, sugestões de leituras, dinâmicas organizadas pelos Serviços de Orientação Educacional e Psicologia Escolar, troca de experiências entre os docentes e reuniões com a equipe escolar;
d)      Envolvimento de toda comunidade escolar no processo de inclusão através de reuniões com a Equipe de Apoio Técnico Pedagógico.