Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza - SME, em parceria com a SEARA DA CIÊNCIA – UFC realizou nos dias 13 e 14 de novembro a II Feira Municipal de Ciências e Cultura. Nesta 2ª edição da Feira foram apresentados trabalhos nas áreas de Ciências Ambientais; Ciências Humanas; Ciências da Natureza; Linguagens e Códigos; Robótica Educacional e Tecnologia Profissional.
O diretor-executivo do SEARA, Marcus Raimundo Vale, o Coordenador técnico científico – SEARA, Ilde Guedes, o reitor da UFC, Jesualdo Farias e a representante da SME, professora Rosemary Conti, estiveram presentes na solenidade de abertura parabenizando os participantes e destacando a importância desse tipo de iniciativa como forma de estimular a produção de trabalhos científicos de qualidade nas escolas públicas.
Segundo Heitor Abreu, técnico em educação da SME e um dos organizadores da feira, os frutos poderão ser vistos em sala de aula com atividades mais interativas, mais participativas e com um maior interesse por parte dos alunos. “Interagindo com projetos de várias áreas, os estudantes terão uma maior motivação, com isso o conhecimento vai se tornado prazeroso e a qualidade de ensino só tem de aumentar” comenta o organizador.
A sustentabilidade foi um dos temas abordados na Feira, com o trabalho “Estudando os meios sustentáveis: A Casa do futuro”, da Emeif Autran Nunes. Os alunos apresentaram o projeto de uma casa totalmente sustentável, feita de caixas de leite. “Além de ser feita de caixas de leite, a casa ainda tem um painel solar, cisterna e latas de lixo seletivas, tudo para aproveitar melhor as riquezas naturais. Esperamos que realmente essa seja a casa do futuro”, explica Caroline Lima - uma das alunas autoras do projeto.
Além da ciência, a cultura também foi destaque na II Feira Municipal de Ciências e Cultura. Como foi o caso da releitura da obra O Beijo, de Vick Muniz, feita pelas alunas Aline Queiroz e Viviane Borges da Emeif Dom Manuel da Silva Gomes. Durante o processo de confecção do quadro, as alunas puderam entender como o artista plástico, Vick Muniz, produziu suas obras, vivenciando cada etapa e descobrindo a arte que pode sair do lixo.
Segundo a Professora Aurenyr Sousa, orientadora do projeto, o processo de releitura do quadro foi feito em duas etapas: teórica e prática. Na etapa teórica, as alunas estudaram os conceitos da arte contemporânea e durante a prática foram a campo selecionar o material necessário proviniente do lixo, e montaram o quadro de acordo com o original. “Elas nem conheciam o artista, só lembravam de ter visto uma tela feita de lixo em uma novela. Quando mostramos o documentário 'Lixo extraordinário' elas ficaram encantadas, querendo logo começar a produzir”, comenta a professora.
E a Emeif Prof.ª Terezinha Ferreira Parente também apostou na reciclagem de alguns objetos totalmente descartáveis, como caixa de pizza, tampas de garrafas, latas etc. A equipe “Sons do lixo”, formada pelos alunos e pelo vice-diretor da escola, Écio Silva, transformou esse material em instrumento musical. “Ao invés de jogar fora a gente pensou em reciclar como forma de diversão. Uma caixa de pizza, por exemplo, faz o som de chuva, porque dentro tem arroz e feijão”, acrescenta a aluna Jéssica Maria, do 8º ano. A banda da escola fez uma paródia com a música “Numa sala de reboco", de Luiz Gonzaga, que foi interpretada de forma criativa e divertida com os instrumentos reciclados.
A feira contou com a participação de três mil estudantes municipais e 300 professores das seis regionais. Os 102 trabalhos apresentados foram escritos para a VI Feira Estadual de Ciências e Cultura. As três equipes premiadas na II Feira Municipal de Ciências e Cultura receberam troféus e medalhas pelos trabalhos apresentados.
Departamento de Tecnologia da Informação - DTI
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